A prática é a mãe da teoria.
Entretanto não só de prática vive-se, precisa-se de teoria. Só assim é possível avançar dez, cem vezes mais no mesmo período de tempo. Não adianta a gente dar murro em ponta de faca até achar o lugar certo, não.
Agora eu quero ver alguém teorizar o amor. Ah, como eu quero.
Só vou ter dó da pessoa que o fizer, vai ter sofrido pra caralho. Haja amor pra amar e coração para ser quebrado, a ponto de fazer o experimento de amar.
Essa pessoa também teria meu respeito, pela insistência e persistência de cair no ciclo
encontro - paixão - entrega - fissão - dor - fossa - encontro
Haja vida pra se viver. Haja vontade de amar a si mesmo, e haja capacidade pra se doar.
Quem teorizar o amor, ah, essa figura sim terá encontrado todo o lirismo da vida e vivido cada sentimento. Porque não há nada mais submisso ou fiel que um amor, intenso ou profundo que uma paixão, nada que exija mais confiança e verdade que se entregar, nada que necessite mais coragem que largar e nada que doa mais que o fim, a fossa, o ponto final daquela história que já tava escrita e, pelo acaso do destino, se findou prematuramente.
Quem teorizar o amor, esse sim será o maior dos poetas - ou poetisas - se sobreviver pra contar. Ah, aquele a quem o amor se entregar, faça-me o favor, e me ensine a não mais amar. Poeta não sou, e poeta não quero ser. Prefiro não me arriscar, e desta roleta russa, me afastar.
Mural das Lamentações
Uma mesa de bar, um copo de algum etílico e meu recanto de despejar minhas frustrações.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
00 - Prólogo
Nada melhor que começar um ciclo bem no fim doutro.
E assim sendo, deixo meu primeiro rabisco abaixo.
00
Este ano fui poeta,
Este ano, mais uma vez, me entreguei.
Este ano, mais uma vez, amei
Este ano, mais uma vez, errei.
O ano passou.
Os erros do ontem viraram meu hoje,
Os caminhos traçados, foram,
Mais uma vez, ignorados.
A dor de uma separação,
O erro em calibrar a mão,
O amigo que não virou irmão.
Não.
A guerra que não foi,
Uma batalha mal lutada
Abandonada,
Vivida sem intensidade.
Um tempo, ano,
Privado do parnasiano.
Mal trabalhado,
Quase jogado.
Mas sem jogo,
Sem diversão.
Um ninho que cai,
O pássaro que não vai.
A dor que não se esvai.
E a solução, irmão?
Tocar em frente
Atrás vem vindo gente.
E finda o ano, meu mano.
Finda o ano, e eu não sei,
Se me amo, se ainda amo...
Ou se amarei -
à luta, o acadêmico, o ninho;
à amizade ou a Ela.
Não me prendi a rim'alguma, senão
à batida do meu coração, que precisava se despedir
Do meu eu do ano que chega ao fim.
E assim sendo, deixo meu primeiro rabisco abaixo.
00
Este ano fui poeta,
Este ano, mais uma vez, me entreguei.
Este ano, mais uma vez, amei
Este ano, mais uma vez, errei.
O ano passou.
Os erros do ontem viraram meu hoje,
Os caminhos traçados, foram,
Mais uma vez, ignorados.
A dor de uma separação,
O erro em calibrar a mão,
O amigo que não virou irmão.
Não.
A guerra que não foi,
Uma batalha mal lutada
Abandonada,
Vivida sem intensidade.
Um tempo, ano,
Privado do parnasiano.
Mal trabalhado,
Quase jogado.
Mas sem jogo,
Sem diversão.
Um ninho que cai,
O pássaro que não vai.
A dor que não se esvai.
E a solução, irmão?
Tocar em frente
Atrás vem vindo gente.
E finda o ano, meu mano.
Finda o ano, e eu não sei,
Se me amo, se ainda amo...
Ou se amarei -
à luta, o acadêmico, o ninho;
à amizade ou a Ela.
Não me prendi a rim'alguma, senão
à batida do meu coração, que precisava se despedir
Do meu eu do ano que chega ao fim.
Assinar:
Comentários (Atom)