terça-feira, 31 de dezembro de 2013

00 - Prólogo

Nada melhor que começar um ciclo bem no fim doutro.
E assim sendo, deixo meu primeiro rabisco abaixo.

00
Este ano fui poeta,
Este ano, mais uma vez, me entreguei.
Este ano, mais uma vez, amei
Este ano, mais uma vez, errei.

O ano passou.

Os erros do ontem viraram meu hoje,
Os caminhos traçados, foram,
Mais uma vez, ignorados.

A dor de uma separação,
O erro em calibrar a mão,
O amigo que não virou irmão.
Não.

A guerra que não foi,
Uma batalha mal lutada
Abandonada,
Vivida sem intensidade.

Um tempo, ano,
Privado do parnasiano.
Mal trabalhado,
Quase jogado.
Mas sem jogo,
Sem diversão.

Um ninho que cai,
O pássaro que não vai.
A dor que não se esvai.

E a solução, irmão?
Tocar em frente
Atrás vem vindo gente.

E finda o ano, meu mano.
Finda o ano, e eu não sei,
Se me amo, se ainda amo...
Ou se amarei -
à luta, o acadêmico, o ninho;
à amizade ou a Ela.

Não me prendi a rim'alguma, senão
à batida do meu coração, que precisava se despedir
Do meu eu do ano que chega ao fim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário